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A Importância da Escolha Certa de Filmes Agrícolas para o Cultivo de Tomates

O cultivo de tomateiros, uma cultura apreciada mundialmente, demonstra adaptabilidade a diferentes condições climáticas. Contudo, para um desenvolvimento ideal, a faixa de temperatura entre 21ºC e 28ºC durante o dia e 15ºC e 20ºC à noite é crucial. Variações fora dessa amplitude térmica podem acarretar atrasos no crescimento, abortamento de flores e frutos, formação de frutos ocos e alterações na coloração. Além da temperatura, fatores como a umidade relativa do ar e a pluviosidade desempenham um papel significativo na produtividade.

Para enfrentar condições agroclimáticas desafiadoras, o cultivo protegido emerge como uma solução eficaz. Nesse sistema, a escolha do filme plástico adequado é um elemento fundamental. O mercado oferece diversas opções, mas para o tomateiro, os filmes mais indicados são os de polietileno de baixa densidade transparente (PEBDt), os difusores agrícolas e os térmicos coextrusados. Cada tipo possui características específicas que influenciam a transmissão luminosa e a proteção da cultura, devendo ser selecionado com base nas exigências da planta e nas particularidades climáticas da região de cultivo.

Tipos de Filmes e Seus Benefícios

A seleção do material para cobertura de estufas é um fator determinante para o sucesso da produção de tomates, especialmente em ambientes protegidos. No Brasil, o polietileno de baixa densidade transparente (PEBDt) com aditivos ultravioleta é amplamente utilizado devido à sua transmissão solar de aproximadamente 80% e maior durabilidade. Além dele, os filmes difusores agrícolas, que contêm cristais distribuídos em sua composição, promovem uma distribuição uniforme da luz solar, sendo ideais não só para tomates, mas também para a produção de mudas e outras hortaliças. Para regiões com baixa intensidade luminosa ou cultivos que geram sombreamento excessivo, o filme térmico coextrusado (multicamadas) é a opção mais recomendada, também adequado para pepinos.

A utilização desses filmes não se restringe apenas à proteção contra chuvas. Eles desempenham um papel crucial na estabilização do microclima interno, resultando em aumento da produtividade e melhor qualidade do produto final. Com essa tecnologia, a produção se torna contínua ao longo do ano, independentemente das condições climáticas externas, beneficiando tanto o produtor quanto o consumidor. Outras vantagens incluem a redução da incidência de pragas e doenças, diminuindo a necessidade de defensivos agrícolas e possibilitando o cultivo orgânico. Os aditivos presentes nos filmes interagem com a radiação solar, bloqueando os raios UV e assegurando a qualidade e durabilidade do material. Em climas quentes, o uso de filmes nas laterais das estruturas pode evitar o estiolamento das plantas e minimizar doenças fúngicas ao controlar a umidade.

Aspectos Cruciais para o Manejo e Viabilidade do Cultivo Protegido

Para implementar o cultivo de tomate em ambiente protegido, a construção da estrutura é o primeiro passo, podendo ser feita com madeira, metal ou concreto, com altura mínima de cinco metros. O preparo do solo, incluindo a aplicação de calcário conforme análise, precede a instalação do filme, que deve ser realizada no início da manhã para evitar danos e garantir um tensionamento adequado. Manutenções periódicas, com o uso de fitas adesivas específicas, são essenciais para prolongar a vida útil do material. Após a instalação, são feitos os canteiros e o posicionamento dos tutores, considerando o espaçamento ideal da cultivar.

Embora o tomateiro seja adaptável, o cultivo protegido com filmes agrícolas pode elevar a produtividade em até 50% em comparação com o campo aberto, graças à melhor distribuição de luz, otimização da irrigação e adubação, e controle de pragas e doenças. A escolha incorreta do filme ou a negligência em fatores como a estrutura de madeira (que não deve ser envernizada com óleos ou compostos orgânicos e precisa estar livre de imperfeições) podem comprometer a produção. O investimento inicial, que pode ser significativo, é compensado pela redução da sazonalidade, permitindo a oferta de tomate o ano todo, e pela diminuição no uso de defensivos, o que abre caminho para a produção orgânica e a valorização do produto.

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