Itaquaquecetuba Celebra Dia da Terra com Inovadora Instalação de Jardins Comestíveis

A cidade de Itaquaquecetuba, em um esforço notável para marcar o Dia da Terra, lançou o programa 'Jardins Comestíveis' no Parque Ecológico Mario do Canto. Esta iniciativa pioneira integra arte, design de paisagem e princípios agroecológicos, com o objetivo de fomentar a consciência ambiental, criar oportunidades de geração de renda e fortalecer a segurança alimentar local. O projeto, que foi concebido pela ONG Dia da Terra, com o apoio financeiro da EDP e a colaboração de diversas entidades parceiras, apresenta uma obra de arte sustentável que incorpora métodos agroflorestais. A intenção é não apenas cultivar alimentos saudáveis, mas também envolver a população em atividades de mobilização e desenvolvimento social.
A instalação será acessível ao público a partir de 29 de abril, com o início de workshops e experiências práticas focadas em técnicas agroflorestais. O empreendimento é fruto da colaboração entre o artista franco-tunisiano Jean Paul Ganem e o educador ambiental Iuri Timoner. A peça central da instalação, desenhada em formato de árvore, estende-se por uma área de 1.200 metros quadrados nas proximidades da EMEB Vereador Augusto dos Santos, abrigando aproximadamente cem espécies de plantas, a maioria comestíveis. Metade dessas espécies será cultivada em hortas que, com o tempo, evoluirão para uma floresta produtiva. Ganem explicou que a proximidade da escola serviu como uma inspiração fundamental para a concepção da obra, simbolizando a necessidade de educar as novas gerações sobre a importância de uma relação equilibrada com o meio ambiente. O prefeito Eduardo Boigues ressaltou a importância do projeto para a cidade, convidando a todos para visitar o espaço e participar das oficinas. Mozart Mesquita, diretor executivo da ONG Dia da Terra, enfatizou que o projeto vai além de um simples jardim, criando um ambiente dinâmico de aprendizado, bem-estar e senso de comunidade, que revitaliza tanto o solo quanto os laços interpessoais.
Além da instalação, o programa oferecerá uma série de oficinas entre junho e agosto, abordando tópicos como o cultivo de hortas domésticas, o uso de plantas medicinais e a compostagem, direcionadas a estudantes do ensino fundamental e jovens. Um curso de ecogastronomia também será iniciado este mês, com aulas que se estenderão até 5 de junho no Banco de Alimentos, focando em receitas que utilizam ingredientes cultivados no próprio jardim. Financiado pelo Instituto Bia Rabinovich, o curso inclui certificação, um livro de receitas e uma mini horta para os participantes.
A união de arte, ecologia e comunidade demonstra um caminho promissor para o desenvolvimento sustentável. Projetos como este inspiram a valorização dos recursos naturais, promovem a autonomia alimentar e cultivam um senso de responsabilidade coletiva, essenciais para a construção de um futuro mais verde e equitativo.
