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BRS Áurea: Uma Inovação Promissora para o Cultivo de Peras no Sul do Brasil

Apresentamos a BRS Áurea, uma revolucionária cultivar de pera desenvolvida pela Embrapa Uva e Vinho, que promete transformar a fruticultura no Sul do Brasil.

Revolucionando a Fruticultura: Conheça a BRS Áurea

A "BRS Áurea": Um Novo Horizonte para a Produção de Peras no Brasil

Uma nova opção genética, a 'BRS Áurea', está sendo introduzida no setor produtivo de peras. Criada pela Embrapa Uva e Vinho (RS), esta cultivar possui características ideais para o cultivo no Sul do Brasil, incluindo adaptabilidade climática, alto potencial de produção, frutos de qualidade superior e longa vida útil após a colheita.

Vinte Anos de Dedicação Resultam na 'BRS Áurea'

Esta variedade é a primeira pera desenvolvida por meio do programa de melhoramento genético da unidade gaúcha da Embrapa. A 'BRS Áurea' é o fruto de aproximadamente duas décadas de pesquisa e foi oficialmente registrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em maio de 2025.

Desempenho Excepcional: Produtividade e Resistência da 'BRS Áurea'

Nos locais de teste no Sul do Brasil, a 'BRS Áurea' demonstrou uma capacidade produtiva impressionante, variando entre 25 e 30 toneladas por hectare, com a colheita ocorrendo predominantemente em janeiro. A cultivar é indicada para regiões com 400 a 600 horas de frio abaixo de 7,2 °C durante o inverno, conforme testes realizados em Vacaria, Bento Gonçalves e Caxias do Sul. Além disso, a 'BRS Áurea' exibe notável resistência à entomosporiose e menor suscetibilidade à mosca-das-frutas, superando a cultivar Rocha, amplamente comercializada no Brasil.

Qualidade Superior: Frutos Dourados e Suculentos da 'BRS Áurea'

Os frutos da 'BRS Áurea' são de tamanho médio a grande, pesando entre 145 e 190 gramas, e apresentam uma casca amarelo-alaranjada a dourada ao amadurecer, o que inspirou seu nome. A polpa é branca, crocante, suculenta e possui um sabor equilibrado. João Caetano Fioravanço, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, enfatiza que a 'BRS Áurea' foi desenvolvida para se adaptar às condições brasileiras, visando impulsionar a produção nacional de peras.

Ampliando as Possibilidades: Colheita Precoce e Alta Produtividade

A maturação precoce é um dos grandes diferenciais da 'BRS Áurea', com a colheita concentrada entre 5 e 20 de janeiro, um ciclo de cerca de 106 dias da floração à maturação. Esta precocidade permite expandir o período de comercialização das peras brasileiras. Em sistemas de alta densidade, com plantas enxertadas em marmeleiro Adams, a produtividade estimada atinge 25 a 30 toneladas por hectare. A combinação de colheita antecipada, alta produtividade e qualidade superior abre novas perspectivas para a fruticultura nacional, reduzindo a dependência de importações.

Pós-Colheita: A Capacidade de Conservação da 'BRS Áurea'

Além de seu desempenho no campo, a 'BRS Áurea' apresenta resultados promissores na fase pós-colheita. Em testes, os frutos mantiveram a qualidade por até 90 dias em armazenamento refrigerado, seguidos de sete dias a 20 °C, sem comprometer suas características. Lucimara Antoniolli, pesquisadora da Embrapa Uva e Vinho, destaca que essa capacidade de conservação pode prolongar o período de comercialização e facilitar a distribuição. Ensaios em atmosfera controlada indicaram a possibilidade de armazenamento por até 165 dias. Contudo, é fundamental manusear os frutos com cuidado devido à sua delicadeza.

Resistência a Pragas: Um Benefício Adicional da 'BRS Áurea'

A 'BRS Áurea' se destaca por sua resistência à entomosporiose e à sarna-da-pereira, além de ser menos suscetível à mosca-das-frutas em comparação com a pera Rocha. Em áreas experimentais, a infestação da mosca-das-frutas na 'BRS Áurea' foi significativamente menor, embora o monitoramento e manejo da praga ainda sejam necessários. Marcos Botton, da Embrapa Uva e Vinho, ressalta a importância dessa característica para a fruticultura do Sul do Brasil.

A Longa Jornada de Pesquisa: Da Criação ao Registro da 'BRS Áurea'

O desenvolvimento da 'BRS Áurea' iniciou em 2006, a partir do cruzamento entre as peras asiática Hosui e europeia Abate Fetel em Vacaria (RS). A partir de 2015, o material foi avaliado em diversas etapas, incluindo testes em áreas experimentais da Embrapa Uva e Vinho em Bento Gonçalves e Vacaria. Em 2021, unidades de validação foram estabelecidas com produtores em Vacaria e Caxias do Sul. A cultivar foi registrada em maio de 2025 e teve sua proteção solicitada ao Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC).

Lançamento e Disponibilidade: 'BRS Áurea' na Expointer e para Produtores

A 'BRS Áurea' será oficialmente apresentada na 49ª Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Assis Brasil, em Esteio (RS). Esta apresentação visa conectar a nova cultivar com produtores e demais membros da cadeia produtiva. Mudas da 'BRS Áurea' podem ser reservadas no Viveiro São Francisco, licenciado pela Embrapa, e outros viveiristas interessados podem solicitar material propagativo à Embrapa Uva e Vinho. As reservas são realizadas ao longo do ano, com entregas na segunda quinzena de julho do ano seguinte. A 'BRS Áurea' representa uma valiosa alternativa genética para diversificar os pomares e fortalecer a produção de peras no Sul do País.

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